Bullying na escola: o que é, consequências e como solucionar (2024)

Bullying na escola: o que é, consequências e como solucionar (1)

Uma das coisas que parte o coração de uma mãe é perceber que o filho está sofrendo bullying na escola. E não é para menos. O bullying escolar traz inúmeras consequências negativas para a criança, algumas delas podendo ser bem graves, inclusive.

Isolamento social, perda de motivação, piora no rendimento escolar e traumas psicológicos são apenas alguns exemplos de como este tipo de agressão pode prejudicar a criança que é vítima dele.

Infelizmente, bullying e escola estão cada vez mais relacionados, tornando-se uma questão que afeta mais e mais crianças a cada ano em todo o mundo. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), 23% dos estudantes afirmaram já ter sido vítimas de bullying.

O problema é que nem sempre é fácil descobrir se o estudante está sofrendo algum tipo de bullying no ambiente escolar. Sem saber da existência do problema, fica difícil para os responsáveis tomarem atitudes e ajudarem a criança, o que torna tudo ainda mais complicado.

Diante de um tema tão complexo, preparamos este post com alguns conselhos para você identificar se seu filho está sendo alvo de bullying na escola, que consequências isto traz para a criança e o que você pode fazer para ajudar neste momento.

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O que é o bullying?

O termo bullying tem origem na língua inglesa, e está ligado à palavra bully, que significa algo como valentão.

Ele se refere especificamente à prática de atos agressivos recorrentes, ou seja, repetidos ao longo do tempo, contra uma mesma pessoa, causando danos físicos e psicológicos que podem durar a vida toda para quem é vítima deste comportamento.

Estas agressões podem ser:


É comum que o bullying, principalmente o bullying na escola, atinja crianças e adolescentes devido a cor da sua pele, por serem alunos com algum tipo de deficiência, pela orientação sexual, aparência, hábitos ou simplesmente seu modo de ser.


O que é o bullying na escola?

O bullying escolar refere-se mais especificamente à prática de atos de intimidação, violência, ameaças e agressões físicas ou psicológicas recorrentes, realizadas no espaço escolar por um aluno ou grupo de alunos.

Mas é preciso atenção neste ponto, pois nem sempre o bullying acontece dentro da escola. Ele também pode ocorrer fora dela, inclusive em ambientes virtuais, porém sua origem sempre está relacionada ao ambiente escolar.

Por mais que este comportamento tenha consequências desastrosas para as vítimas, nem sempre é fácil para os professores ou educadores perceberem que ele está acontecendo, já que ele pode ocorrer de modos bastante sutis aos olhos de quem não está envolvido na situação.

O medo de piorar as coisas, muitas vezes provocado por chantagens e ameaças, contribui ainda mais para o silêncio das vítimas.


Quais as consequências do bullying escolar?

Bullying na escola: o que é, consequências e como solucionar (2)

Há alguns anos, não era comum falar em bullying na escola. Normalmente estas situações eram encaradas como algo corriqueiro e comum na vida das crianças, sendo chamadas de briguinhas, piadas de mau gosto ou simplesmente tratadas como fatos isolados.

Entretanto, atualmente há um consenso de que o bullying é um problema crônico que atinge escolas no mundo todo e pode trazer consequências gravíssimas para a vida do indivíduo.

As consequências do bullying em escolas surgem de forma gradual, grave e em grande parte das vezes, silenciosa. Muitas crianças não relatam para a família ou a escola o que está acontecendo, por medo ou vergonha.

Apesar de não falar sobre o assunto, as vítimas começam a mudar o comportamento. Queda no rendimento escolar, não querer ir à escola, ansiedade e insegurança são alguns sinais que podem indicar que a criança está sofrendo algum tipo de violência.

Assim, é fundamental que família e escola estejam atentas para alguns sinais que as crianças e adolescentes manifestem que possam indicar que algo não está correto na vida escolar. A seguir, apresentamos alguns deles.


Resistência a ir à escola

Os alunos que são vítimas de bullying, em grande parte das vezes, ficam com medo ou vergonha de ir para a escola.

Ou seja, além das consequências para o lado físico, emocional e psicológico, este tipo de agressão também afeta o desempenho do estudante. Isto pode levar a uma reprovação, desmotivação ou mesmo abandono dos estudos.


Tendência ao isolamento social

Entre os mais jovens, principalmente na adolescência, é comum que exista um certo tipo de isolamento ou mesmo distanciamento, principalmente em relação à família.

Alunos que sofrem bullying na escola, entretanto, têm tendência a serem mais isolados socialmente, interagindo menos com os colegas. Afinal, eles são rotulados e passam a se enxergar como alguém que não pertence ao grupo.


Queda no desempenho escolar

Como você deve imaginar, o bullying na escola torna o ambiente desfavorável ao pensamento crítico, troca de ideias, aceitação de pontos de vista diferentes, debates e, por consequência, nada favorável ao próprio aprendizado.

Além disso, o aluno que é vítima de bullying costuma participar menos das aulas, por medo ou vergonha, perde a motivação, não quer ir para a escola e, em muitos casos, chega a abandonar os estudos.


Mudança brusca de comportamento

Mesmo sendo algo que pode acontecer de maneira sutil e silenciosa, o bullying na escola provoca mudanças bruscas no comportamento da criança. Por isso, fique sempre atenta para saber se o seu filho apresenta alguns destes sinais:


  • Perda de apetite

  • Depressão

  • Ansiedade

  • Medo de ir para a escola

  • Isolamento

  • Insônia

  • Pensamentos suicidas


Agressividade

O aluno que é alvo de bullying no ambiente escolar também pode se tornar rapidamente agressivo, agindo sempre na defensiva tanto com os colegas quanto com a família e os professores.


Como identificar um alvo de bullying na escola?

O jeito mais comum de tentar definir quem é o alvo mais frequente de bullying na escola é dizer que trata-se daquele aluno que não se encaixa nos padrões definidos pela maioria, seja por questões de aparência, físicas, de comportamento, raciais, de gênero, psicológicas, entre tantas outras.

Entram aí crianças e adolescentes que estão acima do peso ou são magras demais, que tem uma estatura inferior à média, que possuem menor condição socioeconômica, que não se enquadram nos padrões de beleza determinados pela sociedade, alunos que estudam muito, alunos que têm dificuldades de aprendizagem… A lista é longa, infelizmente.

Para saber como acontece o bullying na escola e identificar quem pode ser alvo dele, é preciso estar atento principalmente ao modo como as crianças e adolescentes se comportam.

Como dissemos acima, resistência para ir à escola, medo, queda no desempenho e agressividade são bons indicadores de que algo não está bem.


Como solucionar o bullying em escolas?

Bullying na escola: o que é, consequências e como solucionar (3)

Ao perceber que o aluno está sendo alvo de bullying, é fundamental que a escola e família tomem providências para entender melhor o que está acontecendo e agir rapidamente, não só tomando medidas para acabar com a situação quanto também para apoiar e confortar a vítima.

Também é essencial manter em mente que violência não é nem nunca foi a melhor solução para combater a própria violência.

Isso não significa que não devam existir punições e regulamentação. Inclusive há uma lei prevendo este tipo de situação, como veremos em breve. Porém, é sempre importante lembrar que, muitas vezes, o aluno que realiza a agressão também pode ser uma vítima, por exemplo, de maus tratos em casa.

Desta forma, diálogo e conscientização seguem sendo os melhores caminhos para coibir este tipo de prática e motivar os jovens a combater este comportamento em seus cotidianos.


Como a escola pode agir?

A solução do problema, independente do caminho escolhido ou de quem vá atuar nela, obrigatoriamente passa pela escola. Afinal, construir um ambiente no qual as crianças sintam-se protegidas e seguras é o primeiro passo para acabar com o bullying em escolas.

Além disso, é primordial incluir no dia a dia e mesmo na grade curricular a aceitação das diferenças, motivando uma cultura de paz, empatia e de olhar o outro com respeito.

É possível ainda ir além e criar projetos temáticos, como debates, sessões de cinema, palestras e outros tipos de iniciativas que promovam a criação de um ambiente positivo, seguro e que respeite as diferenças.


Como a família pode agir?

Quando falamos no papel da família, é importante lembrar que ela exerce influência tanto em relação ao aluno que é alvo de bullying quanto a aquele que o pratica.

Manter um diálogo constante com seu filho, aberto e sem julgamentos, é essencial para que ele confie em você e possa dividir o que o incomoda, buscado apoio diante de uma situação como esta.

Por outro lado, é primordial que as famílias estejam presentes na vida escolar de seus filhos, impondo limites e acompanhando de perto como a criança está agindo.

Não custa nada lembrar que crianças aprendem pelo exemplo. Portanto, para mostrar para elas que agredir, ofender e humilhar é errado, estas são atitudes que não devem fazer parte do convívio familiar.


Como o poder público deve agir?

Cabe ao poder público a tarefa de conscientizar a população, por meio de campanhas, e atuar especificamente junto às escolas com treinamentos e capacitações que ajudem os professores e equipes das instituições a reconhecer e lidar com o problema do bullying na escola.

Além disso, esta situação se tornou tão grave nos últimos anos que, no ano de 2016, foi sancionada uma lei que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática.


E o que diz a lei sobre o bullying escolar?

A Lei 13.185 é composta de oito artigos que posicionam o bullying na escola como algo relacionado às políticas de educação, implementando ações que têm como objetivo erradicar esta prática das escolas usando conscientização, capacitação e aproximação da escola e da família.


Por que devemos nos preocupar também com o cyberbullying?

O artigo 2º da lei sobre bullying escolar traz um parágrafo específico sobre o cyberbullying, definindo sua prática quando existe intimidação sistemática usando a internet para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados com a intenção de criar meios de constrangimento psicossocial.

É muito importante prestar atenção neste tipo de bullying, já que o percentual de vítimas deste tipo de agressão não para de aumentar ao longo do tempo (o que faz sentido, já que os jovens passam cada vez mais tempo conectados).

Como este tipo de bullying acontece em um ambiente virtual, é ainda mais difícil para responsáveis e educadores identificar que algo está acontecendo.

Diante disso, é fundamental manter sempre uma boa relação de diálogo com seu filho, ficar atenta a seus comportamentos e promover o uso consciente das redes sociais e internet dentro de casa.


Conclusão

Como você viu neste post, as discussões sobre o bullying na escola são recentes, porém essenciais para a construção de um ambiente escolar e uma sociedade mais saudáveis, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico.

Mesmo sendo algo recente, é preciso dedicar o máximo de tempo e esforços para combater o bullying em escolas, já que esta prática tem aumentado assustadoramente e se tornou um problema de saúde pública, levando milhares de crianças à depressão, ansiedade, abandono escolar, baixo desempenho e até mesmo ao suicídio.

Outro aspecto que nunca deve ser esquecido é que a escola não passa de um reflexo da sociedade, um lugar onde as crianças recriam as dinâmicas sociais que percebem em um espaço menor. Ou seja, todos possuem a responsabilidade de dar o exemplo para combater esta prática.

Quando as crianças se inspirarem em um modelo de sociedade que não discrimina o diferente, no qual o respeito é a regra, então talvez estejamos mais perto do fim do bullying no ambiente escolar.


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Author: Tish Haag

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